Com 2.278 mortes por milhão de habitantes, Brasil atinge a 8ª posição no ranking mundial

País ultrapassou a Eslováquia neste domingo (13.jun.). Foram 1.129 mortes por covid em 24h

O Ministério da Saúde contabilizou 1.129 mortes por covid-19 em 24 horas neste domingo (13.jun.2021). São 487.401 vítimas no país desde o início da pandemia. Também confirmou mais 37.948 casos da doença, elevando o total para 17.412.766.

MORTES PROPORCIONAIS

O Brasil tem 2.278 mortes por milhão de habitantes e atingiu a 8ª posição no ranking mundial de mortes mortes proporcionais, de acordo com o painel Worldometer. O país ultrapassou a Eslováquia neste domingo (13.jun), que caiu para a 9ª posição.

As taxas consideram o número de mortes confirmadas pelo Ministério da Saúde e a estimativa populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o ano de 2021 em cada unidade da Federação.

A lista é liderada pelo Peru, com 5.641 mortes por milhão.

No dia 31 de maio, a presidente do Conselho de Ministros do Peru, Violeta Bermudez –a “número 2” do governo–, informou que o país revisaria o número de mortos por covid-19.

Com os novos dados, o país subiu ao 1º lugar do ranking mundial de mortes por milhão. Agora registra 188.443 vítimas da pandemia.

 

 

MÉDIA DE MORTES E CASOS

A média móvel matiza variações abruptas, como o menor registro de ocorrências nos finais de semana, segundas-feiras e feriados. A curva é uma média do número de ocorrências confirmadas em 7 dias.

De acordo com o Ministério da Saúde, a média móvel de novas mortes no país é de 2.000, incluindo as deste domingo (13.jun). A última vez que atingiu 2 mil mortes na média móvel foi em 10 de maio.

Já a curva de novos casos está em 66.529, de acordo com os números oficiais.

As autoridades de saúde afirmam ainda que, do total de pessoas contaminadas, 15.794.548 milhões já estão recuperadas e 1.130.817 milhão estão em acompanhamento médico.

 

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CORONAVÍRUS: SEU EGOÍSMO PODE MATAR

A pandemia de Sars-Cov-2 tornou uma característica humana claramente visível: o egoísmo. O “eu em primeiro lugar” parece ser uma mentalidade comum em tempos de quarentena. Apesar dos inúmeros apelos oficiais para os cuidados necessários do controle da pandemia, infelizmente, nossa realidade é desastrosa e impactante!!

O egoísmo nunca pode ser considerado bom, já que ele sempre está ligado a prejudicar o outro. Não há problema nenhum em pensar em si, em olhar para o que realmente importa e tentar resolver. O problema é que as pessoas costumam confundir amor-próprio com egoísmo.

O balanço entre pânico e inércia é difícil de acertar, pois nunca vivemos uma situação assim. Mas o importante é que todo mundo reconheça: desta vez não é como nas últimas vezes. Não é dengue, nem H1N1, nem febre amarela, e precisamos estar dispostos a mudar radicalmente nossos modos de vida – e talvez até o jeito que pensamos sobre a sociedade em que vivemos. E a razão, provavelmente, não é para proteger a si mesmo, mas para ajudar a sociedade como um todo e as pessoas mais frágeis e expostas.

É HORA DE PENSAR NOS OUTROS DE FATO!!

É socialmente irresponsável – uma negligência absurda – dizer e pensar “isso não vai me afetar”, “eu não vou mudar a minha vida por causa disso” ou “não faço parte de grupos de alto risco, então estou de boa”.

É responsabilidade de todos levantar nossas vozes quando vemos esse tipo de discurso e corrigi-lo, fechar os olhos para esse tipo de individualismo agora também é contribuir para sua existência.

Enquanto escrevo isso, vários novos casos vão sendo confirmados, município, estado e país, com o novo coronavírus (e muito mais gente assintomática está andando nas ruas).

O número por aqui vai aumentar dramaticamente nos próximos dias e a pressão no sistema de saúde também.

O único método que temos para conter os estragos e as mortes é a conscientização em reduzir o contato social – e isso é algo que todos nós podemos fazer.

Mas o comportamento da maioria das pessoas, na verdade: ele prefere viver negando os fatos até que alguém próximo ou ele mesmo tenha contato com o vírus. O problema é que se todo mundo espera para ter contato com o vírus para tomar medidas preventivas, elas já não serão mais preventivas. Já era.

Mas qual é o efeito de tudo isso? O vírus vai se espalhar de qualquer forma, né? Vai, A DIFERENÇA ESTÁ NAS TAXAS DE MORTALIDADE!

Estamos juntos nisso, goste você ou não. Agora temos um inimigo maior em comum.

SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE NESTE MOMENTO CRÍTICO!

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Anvisa libera a importação das vacinas Sputnik V e Covaxin

Compras ainda terão restrições

Diretoria da agência ainda analisa

Falta o voto de Barra Torres

A maioria dos diretores da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, nesta 6ª feira (4.jun.2021), a autorização excepcional e temporária para uso e importação das vacinas contra a covid-19 Covaxin (da Índia) e Sputnik V (da Rússia).

Fica liberada a compra e distribuição dos imunizantes, porém com restrições. Isso significa que cada aquisição de doses deverá ser autorizada pela agência individualmente. A autorização poderá ser cancelada pela Anvisa a qualquer momento.

Para que a compra das vacinas fosse autorizada eram necessários ao menos 3 votos dos 5 diretores da agência. A reunião durou 7 horas e 20 minutos.

Votaram pela liberação das vacinas Covaxin e Sputnik V os diretores:

  • Alex Machado Campos (relator);
  • Rômison Rodrigues Mota;
  • Meiruze Sousa Freitas;
  • Antonio Barra Torres (presidente).

Votou contra a liberação das vacinas Covaxin e Sputnik V a diretora:

  • Cristiane Jourdan.

Cristiane Jourdan, diretora da 3ª Diretoria da Anvisa,  foi contra. “Há lacunas que deveriam ser sanadas pelo fabricante antes da importação, considerando o impacto que podem causar na qualidade da vacina”, afirmou sobre a Sputnik V.

 

 

Meiriuze ponderou que já há a liberação de uso de vacinas sem registros na Anvisa devido à gravidade da crise sanitária no país. Disse que a agência tem condições de acompanhar os efeitos das substâncias durante a campanha de vacinação da população. “O Plano Nacional de Imunização do Brasil é um referencial no mundo não só pela aplicação de vacinas, mas também pelo monitoramento da aplicação dos imunizantes”, disse a diretora durante o seu voto.

Com a liberação dessas vacinas, chega a 6 o número de vacinas contra covid-19 com uso autorizado no Brasil. Antes, a Anvisa já havia liberado as vacinas CoronaVac, AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer e Janssen.

A Covaxin foi liberada para ser importada pelo Ministério da Saúde, que tem contrato para compra de 20 milhões de doses.

A Sputnik V poderá ter doses importadas diretamente pelos Estados. A representante desse imunizante no Brasil é o laboratório União Química.

Os diretores da Anvisa já haviam negado pedidos para importação das duas vacinas.

Em 31 de março, a agência negou o pedido do Ministério da Saúde para a importação e uso emergencial da Covaxin. Os diretores justificaram na ocasião dizendo que não foram entregues 3 documentos necessários para a aprovação da solicitação. Segundo a agência, não foram apresentados o relatório técnico da avaliação da vacina emitido ou publicado pela autoridade sanitária indiana; certificados de liberação dos lotes a serem importados; e licenciamento de importação.

Já a Sputnik V foi barrada pela Anvisa em 26 de abril. A solicitação tinha sido assinada pelos governos de Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins. Os diretores consideraram que havia falhas no desenvolvimento, na qualidade e na segurança do imunizante.

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Embaixador da China comenta doação de vacinas pelos EUA: “Melhor que nada”

Repasse de 19 milhões de doses

6 mi para América Latina e Caribe

O embaixador da China no Brasil, Yan Wanming, reagiu ao anúncio divulgado nesta 5ª feira (03.jun.2021) de que os Estados Unidos doarão 6 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para países da América Latina e do Caribe.

Melhor que nada”, disse a autoridade chinesa em publicação no Twitter. “É verdade, sempre fazemos todo o possível dentro do desejo e alcance”, acrescentou.

A China é um dos principais exportadores de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) para o Brasil. O ingrediente é o principal insumo das vacinas contra a covid-19. Presidente do país, Xi Jinping já afirmou que foram doados mais de 300 milhões de doses de imunizantes para outros países.

 

 

Durante a abertura da Cúpula Global de Saúde do G20, grupo de países com as 20 maiores economias mundiais, ele também prometeu conceder R$ 3 bilhões nos próximos 3 anos para iniciativas que ajudem países em desenvolvimento no combate à pandemia. A informação foi publicada pela Agência Brasil.

Apoiaremos a Organização Mundial do Comércio e outras organizações internacionais a tomar uma decisão a respeito [deste assunto] com a maior brevidade possível”, afirmou.

DOAÇÃO DE DOSES

O governo dos Estados Unidos anunciou que irá compartilhar 75% das doses de vacinas contra a covid-19 que prometeu doar por meio do Covax Facility. O anúncio foi feito em nota divulgada pela Casa Branca nesta 5ª feira (3.jun).

O Covax é uma aliança da OMS (Organização Mundial da Saúde) para o acesso igualitário à vacina, e outros parceiros para a distribuição das vacinas. Segundo a nota do governo norte-americano, cerca de 19 milhões de doses serão distribuídas entre a América Latina e o Caribe, o Sul e o Sudeste da Ásia e a África.

O Brasil deve receber doses com o grupo da América Latina e Caribe, que receberá um carregamento de aproximadamente 6 milhões de doses. Em carta, o Fórum dos Governadores pediu “ao menos 10 milhões de doses” das vacinas que serão doadas.

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EUA vão compartilhar 19 mi de doses de vacinas por meio do Covax Facility

Para América Latina, Ásia e África

Brasil deve receber parte do lote

Outros 6 mi serão doações diretas

O governo dos Estados Unidos anunciou que irá compartilhar 75% das doses de vacinas contra a covid-19 que prometeu doar por meio do Covax Facility. O anúncio foi feito em nota divulgada pela Casa Branca nesta 5ª feira (3.jun.2021).

O Covax é uma aliança da OMS (Organização Mundial da Saúde) para o acesso igualitário à vacina, e outros parceiros para a distribuição das vacinas. Segundo a nota do governo norte-americano, cerca de 19 milhões de doses serão distribuídas entre a América Latina e o Caribe, o Sul e o Sudeste da Ásia e a África.

O Brasil deve receber doses com o grupo da América Latina e Caribe, mas não foi informado o quanto será. Em carta, o Fórum dos Governadores pediuao menos 10 milhões de doses” das vacinas que serão doadas.

Os outros 25% das doses, cerca de 6 milhões, serão doações diretas para países escolhidos pelo governo norte-americano. “As doses restantes serão compartilhadas diretamente com países que estão passando por surtos, aqueles em crise e outros parceiros e vizinhos, incluindo Canadá, México, Índia e República da Coréia“, diz a nota.

 

 

A iniciativa norte-americana foi ironizada pelo embaixador da China no Brasil por meio do Twitter. O diplomata mencionou que os Estados Unidos destinariam 6 milhões de doses de vacinas para 14 países da América Latina, o que resultaria na vacinação de 3 milhões de pessoas. “Somados, os países citados têm mais de 438 milhões de pessoas.”

Os Estados Unidos também afirmam que doaram US$ 4 bilhões para ajudar o Covax Facility. A nota também reforça que o presidente Joe Biden irá pedir que outros países democráticos colaborem com a democratização das vacinas, incluindo por meio do G7.

Ainda conforme o texto, o país quer urgência nas campanhas de vacinação de outras nações. “Enquanto essa pandemia se alastrar em qualquer parte do mundo, o povo norte-americano ainda estará vulnerável.

Biden já tinha indicado que pediria que outros países apoiassem a vacinação mundial em 17 de maio. Na ocasião, anunciou que os Estados Unidos iriam doar 80 milhões de doses de imunizantes contra a covid-19.

Cerca de 60 milhões serão da vacina da AstraZeneca e os outros 20 milhões vão incluir lotes da Pfizer, da Moderna e da Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson). A meta é que o total seja doado até julho deste ano.

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