De sucesso internacional, modelo de Naviraí está entre as 50 melhores do mundo

Natural de Naviraí, a modelo Kerolyn Soares está hoje no ranking das 50 modelos de sucesso no ramo da moda. Em 2018, sua felicidade era ter chegado ao São Paulo Fashion Week. Hoje ela é uma das maiores referência na moda nacional e internacional.

Kerolyn conquistou passarelas de marcas mundiais, como Prada, Versace, Ferragamo, Jil Sander, Max Mara, Missoni e Lanvin. Recentemente ela divulgou imagens da edição da Vogue Latin América de setembro de 2021, onde posou ao lado da modelo Cynthia Arrebola.  Nessa publicação, a ideia foi criar uma capa que refletisse os novos começos.

Aos 25 anos e com 1,79 cm, atualmente Kerolyn mora em Londres na companhia do namorado. Filha de pai tratorista e mãe empregada doméstica, Kerolyn morou em uma fazenda no interior de Mato Grosso do Sul até os 18 anos, depois se mudou com os pais para Naviraí onde cursou o Ensino Médio na escola estadual Presidente Medici.

Aa modelo passou por uma seletiva em São Paulo em 2017 e de lá, mudou-se para a capital paulista para depois seguir carreira internacional.

Em entrevista ao Campo Grande News, Kerolyn afirmou que mesmo com o reconhecido, não se esquece de onde veio e quem ficou aqui. “Quero levar o nome de Mato Grosso do Sul comigo, por onde eu passar, além ser reconhecida como uma grande modelo e conseguir ajudar meus pais”, disse a modelo.

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Mato Grosso do Sul tem colhido de 8 a 100 sacas de milho por hectare

Na reta final de um ciclo produtivo marcado por adversidades climáticas caracterizadas por falta de chuva, queda de granizo e geadas, o agronegócio sul-mato-grossense avança na colheita do milho segunda safra com diferença abismal de produtividade, entre 8 e 100 sacas por hectare.

Esse dado consta no mais recente boletim Casa Rural elaborado pelo Siga-MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), divulgado por Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e Aprosoja (Associação de Produtores de Soja).

No levantamento de campo feito na última de semana de julho, foi apurado que “a operação de colheita segue de maneira lenta, mesmo com a geada acelerando a maturação das plantas”. “No campo pode ser observado produtividades com rendimentos de 100 sc/ha até rendimentos baixíssimos, chegando a de 8 sc/ha”, detalha.

Até o dia 30 passado, as máquinas colheram aproximadamente 192.288 hectares, o equivalente a 9,6% dos 2,003 milhões de hectares cultivados na safra atual. Na região norte, liderada por Coxim, as máquinas já avançaram por 28,6% da área plantada, na região centro, com Campo Grande e Rio Brilhante na frente, por 8,5% e a região sul tem 6,5% de média, puxada por Dourados.

No início desse ciclo produtivo, o agronegócio sul-mato-grossenses esperava colher em média 75 sacas por hectare e produzir 9,013 milhões de toneladas de milho segunda safra 2021. Porém, os efeitos da estiagem após o plantio e de chuvas de granizo na primeira quinzena de junho motivaram a primeira revisão, para 68,7 sacas por hectare e 8,251 milhões de toneladas.

Posteriormente, as geadas ocorridas entre o final de junho e o início de julho reduziram ainda mais as projeções para 52,3 sacas por hectare e 6,285 milhões de toneladas. Isso representa quebra de 40,8% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas em média 93,4 sacas por hectare e produzidas 10,618 milhões de toneladas.

De acordo com o Siga-MS, mesmo com a terceira geada em grande parte da área produtiva do Estado, ocorrida no final de julho, não houve aumento das perdas porque o milho já estava seco em função das geadas anteriores. A avaliação atual é de que apenas 1% das lavouras do Estado estão em boas condições, 36% são regulares e 63% ruins.

Mesmo com essas adversidades, levantamento realizado pela Granos Corretora mencionado no boletim Casa Rural revela que até segunda-feira (2) Mato Grosso do Sul já havia comercializado 57,20% do milho segunda safra 2021, 8 pontos percentuais acima do índice apresentado em igual período de 2020 para aquele ciclo produtivo.

Quanto às cotações, o Siga-MS apurou que na última semana de julho o preço do milho não teve alterações e permaneceu com 4,44% de valorização de frente aos R$ 84,38 por saca cotado no início do mês passado. O valor médio de R$ 87,69 por saca representou alta de 127,88% em relação aos R$ 38,48 do mesmo período de 2020.

 

Ao pontuar que no mercado de Mato Grosso do Sul preços seguem sustentados pela menor oferta, o documento reitera que “essas cotações não significam que o produtor está recebendo esses valores, uma vez que ainda tem pouco produto disponível neste momento e a comercialização antecipada ocorre de modo gradativo”.

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Amazonas também oferece leitos hospitalares para pacientes de MS

O governo do Amazonas ofereceu leitos de tratamento intensivo para receber pacientes graves com Covid-19 de Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito pelo secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, durante live extraordinária para a apresentação do novo prosseguir, realizada nesta quinta-feira (10).

De acordo com o secretário, além do Amazonas, o estado do Espírito Santo que recentemente havia se recusado a receber pacientes sul-mato-grossenses voltou atrás e também cogita a possibilidade de ajudar o Estado.

“Temos uma leva de pacientes que já foram encaminhados para Rondônia, para a capital e interior de São Paulo e agora o Estado do Amazonas nos ofertaram leitos, assim como o Espírito Santo, que ontem voltou a manifestar interesse em ajudar Mato Grosso do Sul”, revelou Geraldo Resende.

No total, Mato Grosso do Sul já soma 23 pacientes com covid-19 transferidos para tratamento da doença em outros estados. As transferências começaram na semana passada devido à superlotação dos hospitais em todas a macrorregiões do Estado.

As transferências mais recentes foram realizadas na tarde de ontem (10), 4 pessoas com quadro grave da doença foram encaminhadas para a cidade de São Bernardo do Campo.

Na semana passada, 9 pacientes foram transferidos para o Estado de Rondônia. No domingo, segunda e terça-feira outros 10 seguiram para a capital de São Paulo.

“Estamos trabalhando para que em um curto espaço de tempo possamos instalar 50 novos leitos de UTI’s, já temos uma orientação do governo para instalar [leitos] aqui na capital e em alguns municípios para evitar fazer viagens a procura de leitos de UTI’s em estados distantes de Mato Grosso do Sul, que exige uma dificuldade em logística, custos e translado”, finalizou Resende.

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Japorã espera concluir vacinação contra covid ainda em junho

Uma das poucas notícias boas para os sul-mato-grossenses, o Estado continua liderando o ranking de vacinação contra a covid-19 no país. Nesta segunda-feira (07) já são 43,8% pessoas imunizadas com a primeira dose e 18,1% com a segunda. Das 79 cidades, 34 tem público alvo com idade menor de 50 anos.

O secretário municipal de Saúde de Japorã, Fábio Carlos Emborana, explica que a meta é concluir a imunização da população adulta neste mês. “Estou em Campo Grande para ver essa questão. Já teve uma conversa com o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, para tentar imunizar todos com mais de 18 anos até o final deste mês e fazer um projeto piloto com outras cidades que também conseguirem concluir a aplicação das doses”, afirmou.

Hoje a cidade realiza a vacina no grupo com 25 anos. Segundo o secretário restam apenas cerca de 1 mil pessoas para concluir a vacinação no município.  “Temos 9.243 habitantes e já temos um público estimado para vacinar de 5.600. Já foram aplicadas 4.320 doses. Falta muito pouco. Estamos fazendo um trabalho de som na cidade, ligação para as pessoas que tem direito a dose e até a busca ativa nas residências quando é o caso”, detalhou.

Japorã tem hoje apenas 14 casos ativos de coronavírus. Desde o começo da pandemia seis pessoas morreram no município. Destas, cinco se recusaram a receber a vacina contra a doença.  O município ainda fica na região de fronteira com o Paraguai e possui uma população flutuante que também não se vacinou.  No mês passado iniciou a tratativa para que municípios que fazem divisa com outros países fossem priorizados pelo Ministério da Saúde.

O presidente do COSEMS-MS (Conselho de Secretários Municipais de Saúde), Rogério Leite, explica que a aprovação do pedido realizada pelo grupo ao Ministério da Saúde para avançar a imunização por faixa etária garantiu o avanço da imunização nos municípios.

“As cidades de Mato Grosso do Sul são unânimes quando se fala do avanço da vacinação por faixa etária. Facilitou muito o trabalho de todos que estão na ponta, assim todas as classes trabalhadoras são atingidas, e não há escolha entre determinados grupos. Claro que o quantitativo de doses recebido é fundamental, mas agora há um respaldo legal e técnico que todos são obrigados a seguir”, explicou.

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