Agro de MS injetou R$ 12 bilhões com conversões de pastagens em áreas agrícolas

Com destaque nacional em práticas conservacionistas e de baixo carbono, Mato Grosso do Sul segue contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa com o uso do ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta). Em 11 anos, por meio desse processo, houve transformação de 3,6 milhões de hectares de pastagens em áreas produtivas, gerando investimentos de mais de R$ 12 bilhões, considerando os recursos necessários para implantação de grãos e florestas plantadas. Este é o assunto do #MercadoAgropecuário desta segunda-feira (13).

Segundo o Departamento Técnico do Sistema Famasul, com dados da pesquisa encomendada pela Rede ILPF, o estado já superou 2,5 milhões de hectares com sistemas de integração e ocupa o primeiro lugar entre os que adotam essa estratégia de produção.

“O resultado positivo no uso dos sistemas de integração se dá porque Mato Grosso do Sul fez a expansão de sua produção agropecuária baseada na conversão de áreas. A produção agrícola cresceu em áreas anteriormente ocupadas por pastagens. Tal mudança no uso e ocupação do solo tem sido o grande motor econômico do estado, ao mesmo tempo que tem garantido o cumprimento das metas ambientais para o MS e Brasil”, afirma a analista técnica, Eliamar Oliveira.

“Para se ter uma dimensão dos impactos econômicos, essa transformação injetou na economia do Mato Grosso do Sul algo em torno de R$ 12 bilhões ao longo desses 11 anos, tendo em vista os recursos necessários para implantação da soja, cerca de R$ 4,9 mil por hectare, e do eucalipto, aproximadamente R$ 4,5 mil por hectare, sobre áreas de pastagens”, detalha.

Sustentabilidade – Em 2009 na Conferência das Partes (COP) de Copenhague, o Brasil se comprometeu em reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Para cumprir o compromisso, o país instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e em 2011 foi aprovado o Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC).

O Plano ABC foi estruturado em sete programas: Recuperação de Pastagens Degradadas; Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs); Sistema Plantio Direto (SPD); Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN); Florestas Plantadas; Tratamento de Dejetos Animais; e, Adaptação a Mudanças Climáticas.

Com os programas de ILP e ILPF, a agropecuária brasileira alcançou cerca de 13,8 milhões de hectares com esses sistemas. Resultado 344% superior aos 4 milhões de hectares propostos no Plano ABC. Com o uso dessas tecnologias foi possível deixar de emitir 52,1 milhões de t CO eq. Esse total foi 290% maior ao estabelecido no Plano.

Compartilhar:

Licitação de R$ 693 mil para conter erosão abre disputa em 16 de setembro

A Prefeitura de Campo Grande marcou para 16 de setembro, a abertura de propostas da licitação de R$ 693.057,45 para obra na Avenida Panambiverá. Será contratada empresa para recuperação de infraestrutura e contenção de erosão na ponte sobre o Córrego Lagoa.

Segundo aviso divulgado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta segunda-feira (13), as concorrentes vão submeter propostas a partir das 9h, na sala de reuniões da Secretaria-Executiva de Compras Governamentais, localizada na Avenida Afonso Pena, nº 3.297, no Paço Municipal.

Em documento anterior, a Prefeitura aponta como classificadas as empresas GTA Projetos e Construções e Solução Engenharia. As duas devem apresentar propostas e, a que oferecer o menor preço global, vencerá.

Compartilhar:

Última frente fria do ano deve chegar na quarta-feira em MS com chuva e frio de 10ºC

A frente fria prevista para chegar quinta-feira (09) a Mato Grosso do Sul se adianta e deve começar a atuar no Estado na quarta-feira (08), indica a previsão do tempo.

Além disso, a meteorologia indica que a frente fria será mais intensa e poderá derrubar as temperaturas para a casa dos 10 °C em Sete Quedas – extremo sul de MS – na quinta-feira.

Porém, o tempo já começa a mudar na região a partir da quarta, quando há chance de pancadas e trovoadas no sul de MS. O dia começa com calor, mas esfria no decorrer do dia e deve ter 14 °C na noite em Sete Quedas.

Ponta Porã e cidades na região da fronteira com o Paraguai também devem sofrer influência forte da frente fria. A mínima deve ser de 12 °C e a máxima não ultrapassa os 18 °C na quinta-feira.

Em Dourados, a mudança no tempo será menos intensa e a região deve ficar com temperaturas amenas e chance de chuva apenas quinta e sexta-feira.

Em Campo Grande,  os termômetros variam entre 16 °C e 26ºC na quinta, porém, sem previsão de chuva. Na sexta, o tempo volta a esquentar  e o próximo fim de semana pode ter calor acima dos 33ºC.

Mudança no tempo

A frente fria vai se formar entre esta segunda e terça-feira no sul do país devido a uma área de baixa pressão atmosférica que se formou no Paraguai e vai avançar pelo Brasil, formando a nova frente fria.

Conforme os meteorologistas, esta deve ser a última frente fria do ano.

Compartilhar:

Estudo inédito mostra importância do cooperativismo de crédito para gerar inclusão financeira

O cooperativismo de crédito vem desenvolvendo papel relevante para proporcionar acesso a serviços financeiros completos à população de municípios considerados menos atrativos para manutenção de agências para bancos atuarem. É o que mostra o terceiro estudo da série “Benefícios do Cooperativismo de Crédito”, organizada pelo Sicredi. O trabalho avaliou a atuação dos bancos privados, públicos federais e regionais, e instituições financeiras cooperativas entre 2010 e 2018, gerando índices que mostram o nível de dificuldade para a atuação física das instituições em cada município e como elas se comportam nesse cenário.

 

Partindo da constatação de que que os municípios brasileiros possuem características sociais, econômicas e territoriais diferentes, e, portanto, tendo diferentes níveis de atratividade para a inserção física de uma instituição financeira com portfólio completo de soluções, o estudo buscou quantificar e tornar comparável o esforço necessário para a atuação nas localidades. Para isso, a equipe de economistas do Sicredi desenvolveu o Índice de Presença Bancária (IPB), que reflete a probabilidade de não se ter uma agência em determinada cidade, e os Índices Municipais de Bancarização (IMB) relativo e absoluto, que conseguem, a partir do IPB, demonstrar o nível de penetração das instituições em municípios de difícil atuação, assim como mostrar a contribuição agregada da presença.

 

Os resultados trouxeram evidências de que, comparada às demais, a rede de atendimento cooperativo está em locais de mais difícil bancarização, ou seja, em regiões que são mais complexas para a rede bancária conseguir operar.

 

“Tendo em vista a necessidade ainda grande de bancarização dos brasileiros, mesmo com todos os avanços proporcionados pela digitalização, desenvolvemos um estudo para quantificar e tornar comparável o esforço das cooperativas de crédito em atuar em locais mais adversos. Os resultados reafirmam a capacidade do cooperativismo de crédito como um meio diferenciado para levar serviços financeiros completos para a população dessas cidades”, explica Pedro Ramos, economista-chefe do Sicredi.

 

O economista também ressalta características do cooperativismo de crédito que favorecem a bancarização. “Ao atuar em locais de difícil acesso para a rede bancária, as cooperativas acabam sendo uma solução para atender as necessidades de pequenos e micros empresários nessas regiões, contribuindo com o desenvolvimento local. Além disso, trata-se de um modelo de negócio que se diferencia pela proximidade com os associados, oferecendo atendimento completo, com ampla gama de produtos e serviços financeiros, mas tendo um papel consultivo junto a cada um deles”, afirma Ramos, que ainda destaca o fato de os sistemas cooperativos terem hoje todas as principais soluções digitais disponíveis.

 

“O conceito de relacionamento que empregamos é fisital, no qual o atendimento está disponível por meio dos canais móveis e os nossos associados têm a alternativa de utilizar a agência para necessidades específicas e conforme sua conveniência, fortalecendo a relação dos nossos colaboradores com as comunidades onde estamos inseridos”, explica César Bochi, diretor de Administração do Sicredi.

 

Metodologia inovadora: um pouco mais sobre os indicadores

Para chegar às conclusões mencionadas acima, a equipe do Sicredi criou indicadores inéditos. O IPB, que se baseia em dados socioeconômicos de cada município, do período entre 2010 e 2018, indica a probabilidade de não se encontrar uma agência física nele. Para isso, confere uma nota à cada cidade avaliada, que varia entre 0 e 1 e representa a dificuldade de manutenção de uma agência bancária naquela localidade de acordo com as suas características socioeconômicas. Os IPBs mais elevados, próximos de 1, indicam locais mais adversos para a instalação e permanência de uma agência física. Assim, foi possível detectar, por exemplo, que embora possam ser encontrados em todo o território nacional, há uma concentração maior de municípios com alto IPB nas regiões Norte e Nordeste.

 

Também foram criados dois indicadores analíticos, com o objetivo de avaliar o papel dos modelos de negócio das instituições financeiras (bancos privados, bancos públicos federais, bancos públicos regionais e sistemas cooperativos) na cobertura de municípios de maior dificuldade de manutenção de redes físicas de atendimento, ou seja, com IPB elevado. Foram atribuídos a estes indicadores os nomes de Índice Municipal de Bancarização Relativa (IMB-R) – quanto mais elevado, mais o modelo de negócio se concentra em municípios de difícil manutenção – e Índice Municipal de Bancarização Absoluta (IMB-A) – quanto mais elevado, mais forte é a atuação daquela categoria de instituição financeira na expansão da fronteira de atendimento bancário brasileiro.

 

Estudos anteriores

O estudo recém-lançado vai ao encontro de outra pesquisa, desenvolvida em 2020 a pedido do Sicredi pelo especialista em Microeconomia Aplicada e Desenvolvimento Econômico, Juliano Assunção, pesquisador do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Na ocasião, foi constatado que, enquanto bancos tradicionais têm em média um limite mínimo de 8 mil habitantes para abrir uma agência, uma cooperativa de crédito tem capacidade de abertura em municípios a partir de 2,3 mil habitantes. A comparação em termos de renda também chamou atenção, apontando que as cooperativas conseguem operar em cidades com PIB a partir de R$ 79 milhões, enquanto para os bancos públicos é necessário um PIB mínimo de R$ 146 milhões e para um banco privado, de R$ 220 milhões.

 

Outro levantamento, de autoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresentado em 2019 avaliou dados econômicos de todas as cidades brasileiras com e sem cooperativa de crédito, entre 1994 e 2017, e cruzou informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evidenciando que o cooperativismo de crédito incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo local.

Compartilhar:

Operação Guardiões do Bioma combateu 5,5 mil incêndios em agosto

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a Operação Guardiões do Bioma, coordenada pela pasta, combateu mais de 5,5 mil incêndios florestais no mês passado. O trabalho foi realizado nos 11 estados que possuem os biomas da Amazônia, do Cerrado e Pantanal.

Segundo o ministério, foram realizadas mais de mil ações preventivas, nas quais houve a participação de 4,5 mil agentes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), além do Corpo de Bombeiros e das polícias Militar e Civil.

Durante a operação, a PRF prendeu 237 pessoas por crime ambiental e atendeu a 225 ocorrências de transporte irregular de madeira e apreensão de animais.

De acordo com o ministro da Justiça, Anderson Torres, a pasta está atuando com outras instituições para combater os incêndios. Também participam da operação os ministérios do Meio Ambiente, e do Desenvolvimento Regional e as secretarias estaduais de Segurança Pública e do Meio Ambiente.

“O trabalho deve ser intenso no combate aos crimes contra o meio ambiente. Além de promover a capacitação dos profissionais, o ministério atua junto com outras instituições para atender às demandas dos estados e reforçar o efetivo no combate aos incêndios e crimes ambientais”, disse.

Compartilhar:

Sexta-feira terá dia ensolarado com tempo seco e máxima de 40ºC em MS

A previsão para esta sexta-feira (3) é de calorão com temperaturas que chegam a 40ºC em Mato Grosso do Sul. O tempo continua firme e sem previsão de chuva no Estado. Além disso, o dia terá tempo seco, o que exige cuidados com a saúde.

O Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e Clima) informou que a previsão para o fim de semana é de tempo firme, sem possibilidade de chuvas na maior parte de MS. A exceção é o extremo sul da região pantaneira e sudoeste, onde há chance de nebulosidade e pancadas de chuvas bem isoladas após a passagem de uma frente fria.

Em Campo Grande, as temperaturas variam de 22ºC a 35ºC, com a umidade do ar chegando a 20% nesta sexta (3), de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Em Corumbá, o calorão chega a 40ºC e requer cuidados, já que a umidade relativa do ar pode chegar a índices mínimos de 10%. Em Dourados e Três Lagoas, as máximas são de 35ºC e 34ºC, respectivamente.

Compartilhar:

Governo tem interesse em reduzir mais a tributação e discute medidas no Confaz

Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura, Eduardo Riedel, o representante da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Felipe Mattos está em Brasília para buscar nova alternativa de redução na tarifa de energia elétrica. A confirmação foi feita ontem (02), durante live do Prosseguir.

“Há uma discussão presente hoje no Conselho Nacional de Política Fazendária da medida de tarifação do governo federal. Existe uma discussão muito forte dos estados sobre as regras tarifárias que estão mudando. O govenador Reinaldo Azambuja tem o pensamento e o interesse de dar mais incentivos fiscais, mas isso tem que avançar no âmbito do Confaz.”

Desde quarta-feira (1º) a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) passou a cobrar o reajuste da bandeira tarifária na conta de luz em todo o país, devido a escassez hídrica. A taxa extra é de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh) consumidos. A medida permanece válida até abril do ano que vem.

Os governadores de todos estados também estão articulando com o Congresso Nacional medidas para reduzir a tributação por meio de uma reforma para diminuir o preço do gás de cozinha, dos combustíveis e da energia elétrica.

Vale lembrar que já foi sancionada em Mato Grosso do Sul o projeto de lei de autoria do próprio Executivo que reduz o ICMS na conta de energia elétrica para zerar o impacto na bandeira vermelha. A medida visa reduzir o impacto nos setores produtivos e nos gastos domésticos.

Compartilhar:

Governo de MS já arrecadou até agosto 81% do ICMS previsto para o ano

Mato Grosso do Sul já arrecadou, entre janeiro e agosto, 81% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) previsto para 2021, conforme dados extraídos do Portal da Transparência do governo estadual. Com isso, o Estado deve fechar o ano com ‘excedente’ de R$ 1,3 bilhão no recolhimento do principal tributo estadual.

Assim, nos 8 primeiros meses do ano, o Estado arrecadou R$ 4.902.684.601,77, sendo que o previsto para todo o ano é de R$ 6.049.418.100,00. Dessa forma, a projeção é de que o governo encerre o ano com excedente recorde desse tributo.

O desempenho mensal na arrecadação do ICMS ficou em torno de R$ 660,9 milhões — o mês de agosto fechou em R$ 660,9 milhões. Isso significa que, caso o Estado mantenha a performance mensal até o fim do ano, a projeção é de que o total recolhido com o imposto fique na casa dos R$ 7,3 bilhões, que representa 21% acima do esperado para 2021.

Superavit recorde

O excedente de arrecadação projetado para 2021 é recorde nas finanças estaduais dos últimos anos. Os dados disponibilizados no Portal da Transparência dos últimos 6 anos mostram que o superavit deve ficar bem acima em relação aos anos anteriores.

Em 2020, por exemplo, de janeiro a agosto, o recolhimento de ICMS rendeu R$ 3.821.716.105,32 aos cofres estaduais, que é 22% abaixo do arrecadado em 2021. Além disso, o total representava apenas 64,8% do total estimado para aquele ano, que era de R$ 5,8 bilhões. Então, no fim do ano, o excedente, ou seja, o arrecadado além do esperado, foi de apenas 3,72%.

A mesma média foi registrada nos anos de 2018 e 2019, quando agosto fechava com uma média de 60% a 65% do esperado para o ano e o superavit final ficou em 4,7% — o mais alto até então — e 2,3%, respectivamente.

No biênio de 2016 e 2017, MS fechou com arrecadação do ICMS abaixo do esperado.

Confira os desempenhos na arrecadação do ICMS de janeiro a agosto dos últimos anos:

Ano
Arrecadado de janeiro a agosto
% em relação à estimativa anual
2020 R$ 6.049.418.100,00 projeção de +21%
2019 R$ 5.811.201.366,44 +2,3%
2018 R$ 5.592.265.112,22 +4,78%
2017 R$ 4.894.949.317,00 -1,78%
2016 R$ 4.810.666.470,78 -7%
2015  R$ 4.658.998.268,31 +2,62%

O que é o ICMS?

ICMS é a sigla para Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação. Regulamentado pela Lei Kandir, é um tributo estadual e seus valores são definidos por cada Estado.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços corresponde a 34% de toda a arrecadação estadual e é o principal tributo do governo de MS. Isso significa que dos R$ 17,6 bilhões previstos de receita este ano, R$ 6 bilhões serão referentes ao recolhimento do imposto.

Então, é um tributo que está presente em praticamente todos os produtos e serviços utilizados pelos cidadãos como gasolina, mercadorias em lojas e outros.

Compartilhar:

Taxa de desocupação de MS tem queda e fica em 9,9% no 2º trimestre, a 5ª menor do país

Mato Grosso do Sul encerrou o 2º trimestre de 2022 com 9,9% de taxa de desocupação. O índice é o 5º menor do país, segundo divulgado nesta terça-feira (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Então, no período de abril a junho, MS tinha 138 mil desocupados, ou seja, pessoas que não estão trabalhando, seja com carteira assinada ou na informalidade. O Estado possui 2,23 milhões de pessoas com idade para trabalhar, sendo que 1,39 milhão estavam na força de trabalho e outras 1,25 milhão estavam ocupadas.

A taxa de desocupação está ligeiramente menor que o registrado no 1º trimestre do ano (10,3%) e houve queda mais acentuada na comparação com o mesmo período do ano passado (11,4%).

Se comparado às outras UFs, MS registrou o quinto menor valor de taxa de desocupação país. O menor valor foi verificado em SC (5,8%). Para o maior, PE registrou 21,6%.

A pesquisa aponta, ainda, que houve aumento na população ocupada no Estado, que aumentou em 91 mil pessoas (7,8%) em relação ao mesmo período do ano anterior.

Informalidade aumentou

A taxa de informalidade em MS ficou em 38,5% da população ocupada para o período. Ou seja, houve aumento em relação ao trimestre anterior, quando a taxa estava em 36%

Segundo o IBGE, em números absolutos são 483 mil trabalhadores nesta situação, sendo que no primeiro trimestre eram 461 mil. A taxa de informalidade no Brasil ficou em 40,6%. Entre as unidades da federação, o estado tem a 7o menor taxa de informalidade. As maiores taxas foram registradas no Maranhão (60,5%) e Pará (60,5%) e a menor em Santa Catarina (26,9%).

Considerando-se o rendimento de todos os trabalhos, se comparado às outras UFs, MS tem o 7o maior rendimento médio habitualmente recebido (R$ 2.575,00). O maior valor foi registrado no DF (R$ 4.474,00,00), seguido do RJ (R$ 3.241,00). O menor valor foi obtido no MA (R$ 1.478,00), seguido do PI (R$ 1.508,00).

Compartilhar:

Bônus para consumidor que economizar energia será menos de R$ 1 por kWh

Apesar da pretensão de conceder bônus para consumidores que economizarem energia a partir de amanhã, quarta-feira, 1º de setembro, o governo ainda não definiu qual será o valor.

Conforme apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a equipe do presidente da República, Jair Bolsonaro, cogitou dar um bônus de R$ 1 a cada quilowatt-hora (kWh) economizado. A proposta, no entanto, foi descartada por ser considerada inviável para manter o equilíbrio financeiro do setor elétrico.

A avaliação dos técnicos é que a gratificação nesse valor é exagerada, uma vez que representaria um montante de R$ 1 mil por megawatt-hora (MWh).

Para ter uma comparação, a tarifa média paga pelos consumidores residenciais hoje está em R$ 607,60 por MWh. O entendimento é que não é possível ter um custo tão alto para incentivar a redução de energia, por mais que as perspectivas para situação hídrica sejam preocupantes.

O anúncio oficial do programa de redução voluntária voltado para os consumidores residenciais foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na última quarta-feira, 25, em entrevista coletiva.

O programa contará com definição de meta mínima de redução para a concessão de crédito. Pela proposta em análise, que ainda não está fechada, ganhariam desconto os consumidores que economizarem de 10% a 20% o consumo de energia.

Os descontos concedidos aos consumidores residenciais que aderirem à iniciativa devem ser bancados via Encargo de Serviço do Sistema (ESS) – uma taxa que é cobrada na própria conta de luz. Se a fonte de recursos for confirmada, o “bônus” seria custeado pelos próprios consumidores, tanto os atendidos pelas distribuidoras, como os residenciais, quanto pelos que operam no chamado mercado livre, como as indústrias.

A bonificação para os consumidores residenciais faz parte de uma série de ações do para evitar apagões em horários de pico, quando há mais demanda por energia. A aposta é que a redução da demanda ajudaria a aliviar o sistema e possibilitaria reduzir o custo da geração. A termelétrica William Arjona, em Mato Grosso do Sul, por exemplo, tem um custo variável superior a R$ 2 mil por megawatt-hora (MWh).

Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia também publicou as regras para um programa similar de redução voluntária do consumo de energia, mas voltado para grandes consumidores. Em contrapartida, as empresas vão receber compensações financeiras.

Bolsonaro também editou um decreto para determinar a redução de 10% a 20% no consumo de energia em órgãos da Administração Federal.

Compartilhar:
×