Hipertensão Arterial Sistêmica e o objetivo da intervenção nutricional

A pressão arterial (PA) é nada mais do que a pressão exercida pelo sangue nas veias e artérias. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição clínica crônica, multifatorial, caracterizada por níveis elevados de pressão arterial, que pode causar lesão nos chamados órgãos-alvo.

É considerado um problema de Saúde Pública e apresenta custos elevados, em função das suas complicações: acidente vascular cerebral, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, insuficiência renal crônica e doença vascular de extremidades.

É caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA), sendo para adultos a seguinte medida de PA: ≥ 140 mmHg de pressão sistólica e ≥ 90 mmHg de pressão diastólica.

Os principais fatores de risco são: idade, gênero, etnia, excesso de peso e obesidade, ingestão elevada de sal, ingestão de álcool, sedentarismo, fatores sócio-econômicos e genéticos.

O objetivo da prevenção e tratamento da hipertensão é reduzir a morbimortalidade cardiovascular por meio de modificações do estilo de vida que favoreçam a redução/controle da doença.

O tratamento não medicamentoso, que compreende mudanças no estilo de vida, como controle de peso, redução da ingestão de sódio e gorduras, maior ingestão de fibras, vitaminas e minerais, incluindo o potássio, redução do consumo de bebidas alcoólicas e café, prática de atividade física regular e abandono do tabagismo, é recomendado em todos os estágios da doença, associado ou não ao tratamento medicamentoso.

O cortisol é denominado “hormônio do estresse”, para controla-lo você  pode incluir alimentos como, por exemplo, abacate, nozes, feijões, verduras e legumes, peixes, carnes, produtos lácteos, etc.

Os objetivos da intervenção nutricional são:

  1. Perda de peso corporal;
  2. Seguir a dieta com controle de gorduras;
  3. Reduzir a ingestão de sódio para cerca de 1800mg/dia ou menos;
  4. Limitar o consumo de álcool a não mais que 2 doses ao dia; e
  5. Estimular a atividade física, com duração de 30 minutos – no mínimo, três vezes por semana.

O sucesso do tratamento da hipertensão arterial com medidas nutricionais depende da adoção de um plano alimentar saudável e sustentável. A dieta deve enfatizar o consumo de frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura; inclui a ingestão de cereais integrais, frango, peixe e frutas oleaginosas; preconiza a redução da ingestão de carne vermelha, doces e bebidas com açúcar.

Refeições saudáveis são aquelas preparadas com alimentos in natura e minimamente processados, com qualidade e quantidade adequada aos ciclos da vida, compondo refeições coloridas e saborosas, que incluem alimentos tanto de origem vegetal quanto animal.

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Setembro Violeta: Mês Mundial da Doença de Alzheimer

Setembro é o mês das cores e da prevenção: Amarelo contra o suicídio, Dourado contra o câncer infantil, Azul da pessoa surda, Verde alerta à população sobre a necessidade de prevenção do câncer de intestino, da doação de órgãos e da inclusão social da pessoa com deficiência, Vermelho conscientização das doenças cardiovasculares, Roxo da fibrose cística. É o mês mais colorido do ano!!

Para orientar a população sobre a doença de Alzheimer, foi criada uma campanha de conscientização sobre os primeiros sinais da doença e mostrar como é possível auxiliar as pessoas que sofrem desse transtorno neurodegenerativo. Chamada de “Setembro Violeta”, a iniciativa é do Instituto Alzheimer Brasil (IAB). O dia 21 de setembro destaca-se por ser o Dia Nacional de Conscientização da Pessoa com Alzheimer.

A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Essa doença tem maior prevalência nas pessoas com idade mais avançada. Seu sintoma primário é a perda de memória, mas com a progressão, vão aparecendo sintomas mais graves, irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar. A doença pode vir acompanhada também de depressão, ansiedade e apatia.

A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer. A doença é dividida em três estágios: inicial, moderada e grave. O primeiro sinal é a perda de memória recente. Com o avanço da enfermidade, vão aparecendo sintomas mais graves, como a perda de memória remota (esquecer fatos antigos), dificuldade para falar, realizar tarefas simples e falta de coordenação motora, além de agressividade e irritabilidade.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos – a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

O Alzheimer é uma doença progressiva e não tem cura, mas pode ser controlada. Com os avanços da medicina e o tratamento adequado, os pacientes podem ter uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor. Para isso, é necessário o acompanhamento com o médico especialista.

 

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A fome emocional é um dos disfarces favoritos da ansiedade

Saciar o desejo por comida, assim que ele aparece, é um instinto. Ou uma armadilha do inconsciente. Para perder peso, precisamos eliminar o “apetite emocional” e comer apenas quando temos fome. Mas, como diferenciar os impulsos diante das tentações?

Deveria ser simples detectar se estamos com fome ou não. Mas são muitos os fatores que podem mascarar a fome e fazer com que mastigar um salgadinho ou comer um doce se torne um desejo incontrolável.

Isso porque comemos para nos entreter, distrair, confortar e nos acalmar. O instinto é bem diferente do gatilho emocional.

Alimentar-se quando se está fisicamente faminto é benéfico para a saúde. Isso porque os sinais de saciedade vêm mais rápido. A comida fica mais gostosa porque estamos mais atentos. E, melhor ainda: sem os estímulos emocionais, a tendência é nos servi-nos com as opções mais saudáveis.

Alimentar-se com consciência é comer com intenção e atenção. Ao contrário de mastigar distraído, coma com a intenção de nutrir seu organismo. E com a atenção de ver como cada alimento afeta seu corpo. Comer com consciência nos reconecta com os sinais instintivos da fome e saciedade.

Vivemos num mundo obcecado por comida rápida e calórica. Em todas as ocasiões sociais, a comida é apresentada como uma recompensa.

Algumas características da fome emocional:

  1. Aparece em forma de desejos

A fome emocional nunca vai pedir um prato de legumes ou uma salada. Normalmente ela pede comidas pobres em nutrientes e muito calóricas, como doces ou alimentos ricos em gorduras saturadas, o que hoje em dia se denomina “junk food”.

  1. É insaciável

Quando você começa a perceber que está com fome, sabe, mais ou menos, a quantidade de comida que vai precisar comer para se saciar. Quando se trata de fome emocional, você pode começar a comer sem parar, até se sentir extremamente cheio. Assim, a fome emocional tem um inibidor sobre as sensações de saciedade, fazendo com que nos sintamos cheios apenas após termos comido mais que o necessário.

  1. Tenta “preencher” um vazio

Um vazio que não está exatamente no estômago. Ela aparece em resposta a um mal-estar emocional e em lugar de investigar esse mal-estar, acaba enterrando-o embaixo de toda essa comida com a qual tentávamos obter algum alívio.  Um alívio que será momentâneo e que vai durar enquanto a digestão estiver sendo feita; mas ela não é interminável. Terminada a digestão, se antes estávamos nos sentindo mal, provavelmente depois nos sentiremos pior.

  1. É uma refeição solitária

Praticamente ninguém se “empanturra” de comida acompanhado, é uma espécie de ritual que se faz sozinho. Muitas vezes, a própria solidão é o gatilho. Apesar de também poder ocorrer em eventos sociais, como casamentos ou aniversários, para esconder emoções.

  1. Provoca sentimento de culpa

Você sabe que não precisava comer aquele saco de batata frita, aumenta o colesterol, está cheio de gorduras saturadas e, além de tudo, você não estava com fome, mas não conseguiu afastar essa necessidade. É comum que, após o consumo desse tipo de alimento, apareçam a culpa e uma necessidade de autopunição por não ter conseguido manter o controle.

  1. É um ato impulsivo

Quando você come para saciar a fome emocional, você age sem refletir muito, de maneira compulsiva. Você vai ao supermercado no corredor das bugigangas e compra tudo o que acha que vai servir como o “prazer do dia”.

Todas essas características correspondem à fome emocional. Agora, é preciso percebê-las na sua vida para conseguir identificar esse problema. Pense qual é a situação que desencadeou a fome, e quais são os sentimentos relacionados.

Quando você sabe que o que sente não é fome, mas um “gatilho da mente”… não utilize comida como recompensa mas procure resolver de outras formas o problema emocional existente.

 

 

 

 

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Uma boa relação com a comida se alinha com uma melhor saúde psicossocial! O que tem dentro de sua geladeira? ”.

A questão da qualidade nutricional dos alimentos parece ser muito importante no que se refere à saúde mental. Há décadas que os cientistas conhecem os benefícios que uma dieta e nutrição adequadas têm no desenvolvimento das doenças cardiovasculares, digestivas e endócrinas.

A alimentação não só tem um papel crucial em nossa saúde física como também na mental. Se levarmos em consideração que a depressão é uma das doenças que se relacionam com a qualidade nutricional da dieta, a ideia de que a saúde entra pela boca e a felicidade está no prato não é tão “absurda”.

É óbvio que as emoções e a comida estão relacionadas; todos nós já fomos fortemente impelidos à geladeira em momentos de ansiedade, e a terapia para superar os momentos de tristeza à base de sorvete é um clássico nos filmes que giram em torno às decepções amorosas.

A doença psiquiátrica, como a depressão, não é muito diferente da diabetes se olharmos as mudanças que ocorrem no organismo a um nível celular. As pessoas com diabetes e com depressão se encontram em um estado de inflamação sistêmica leve, mas crônica.

Assumindo isso, as intervenções com dieta e nutrição podem ser eficazes para corrigir a inflamação também nas doenças psiquiátricas e, em geral, para melhorar o prognóstico das pessoas que as sofrem.

Muitas são as correlações entre o que comemos com a forma como nos sentimos e como nos comportamos. Uma dieta deficiente é um dos maiores fatores que contribuem à depressão.

Mas podemos melhorar nossa saúde mental mudando nossa alimentação? Existem alimentos que nos fazem felizes e vice-versa?

O mais relevante à saúde mental é o padrão dietético, a dieta em si, mais do que um alimento e um nutriente concretos. O que importa ao nosso cérebro é a diversidade e a harmonia entre eles. A dieta é como uma orquestra que pode emitir uma linda música, a saúde, se a cultivarmos.

Uma dieta saudável traz nutrientes fundamentais para o cérebro, como diversos minerais, vitaminas, aminoácidos essenciais e ácidos graxos essenciais. São importantes porque têm efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e neuroprotetores, que ajudam a combater melhor as consequências negativas do estresse.

Mas a carência de nutrientes essenciais tem repercussões ao cérebro das pessoas em geral. Assim, o déficit de algumas vitaminas, como o ácido fólico e a vitamina B12, se relaciona com um estado de ânimo depressivo e com a deterioração cognitiva. Bem como também dietas hipercalóricas, pobres em nutrientes, baseadas em produtos ultraprocessados e comida rápida.

Além disso, uma má hidratação, o consumo de álcool, de cafeína e o hábito de fumar podem precipitar e estimular os sintomas de ansiedade.

Os picos altos de açúcar podem imitar uma crise de ansiedade a um ataque de pânico. Por último, os períodos prolongados de jejum, em que são gerados estados hipoglicemiantes — caracterizados pela diminuição dos níveis de açúcar no sangue —, podem simular sintomas de depressão.

As pessoas que seguem dietas ricas em verduras, frutas, grãos sem processar, peixes, que contêm quantidades de carnes magras e laticínios, têm risco de depressão de 25% a 35% mais baixo.

 

Abrace o papel de agente de mudança de comportamento e faça diferença para a sua saúde!

 

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Vida com Equilíbrio realmente importa?

Você já passou por uma situação onde uma pequena coisinha sai fora do lugar e de repente, tudo desmorona bem na sua frente?

Isso acontece porque a vida precisa de equilíbrio! Seu tempo precisa de uma dosagem certa, que envolve todas as áreas sem que uma parte sofra em detrimento da outra.

Viver uma vida equilibrada requer disciplina e comprometimento consigo mesmo. Afinal, encontramos o equilíbrio do corpo e da mente através da perpetuação de hábitos saudáveis. Para desenvolvê-los e ainda ter disposição para mantê-los por um longo período, você precisa se esforçar.

De fato, não é fácil cumprir com um papel de equilibrista, colocando a força e o peso correto em cada lugar. Entretanto, manter um equilíbrio é o que nos dá base para continuar e tentar novamente!

1º Passo AutoconhecimentoVocê só consegue controlar aquilo que conhece, por isso prestar atenção nos seus pensamentos e sentimentos é imprescindível. Para conquistar o pleno domínio das suas emoções, sem prejudicar a sua saúde e, sua vida em diferentes espectros. Você consegue isso, desenvolvendo o hábito de observar, tudo o que te acontece internamente. Investigando o que está sentindo e, qual é a causa desse sentimento.

2º Passo Introspecção: O domínio da sua atenção é primordial, para focar naquilo que é verdadeiramente importante, para a sua saúde e equilíbrio. Quem tem o péssimo hábito de ficar aéreo e, colocar seus pensamentos no automático, além de se colocar em risco de acidente e perder as coisas, também tem dificuldades de trabalhar as emoções corretas.

3º Passo Motivação: Você precisa ter um motivo para agir. Quais recompensas você ganhará, ao realizar as mudanças necessárias para o equilíbrio das suas emoções e, blindagem das forças destrutivas? As respostas dessas perguntas, podem te movimentar no sentido dos resultados que gostaria de alcançar e, quanto mais amor próprio tiver, mais força terá, para gerar as transformações imediatamente.

amor próprio é o desejo sincero de ficar bem, independente do que estiver acontecendo na sua vida.

 

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90% DOS CASOS DE SUICÍDIO PODERIAM SER EVITADOS, SEGUNDO OMS

O suicídio é uma questão importante de saúde pública. Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, que tem como objetivo alertar a população a respeito da realidade do problema no Brasil e no mundo, e discutir as formas de prevenção. A prevenção precisa começar nas famílias, nas escolas e também nas comunidades, como as igrejas.

Segundo relatórios da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de Programas de Saúde Mental, cerca de 1 milhão de pessoas cometem suicídio por ano. Nas estatísticas de tentativas (suicídios não concretizados) este número sobe para entre 15 a 25 milhões por ano. Para cada pessoa que comete suicídio, cerca de seis a dez pessoas próximas sofrerão de adoecimento emocional decorrente desta situação. Atualmente é a segunda maior causa de morte entre jovens (15-29 anos), um alto índice também em idosos e grupos populacionais que incluem pessoas que foram vítimas de violência. Apesar de sua maior incidência ser em países de baixa renda e desigualdade social, vem apresentando crescimento em países desenvolvidos com o aumento de quadros depressivos e abuso de álcool/drogas. O Brasil é hoje o oitavo país do mundo em número de suicídios.

A cada 40 segundos uma pessoa coloca fim a própria vida em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil 32 pessoas se suicidam todos os dias, de acordo com a mesma organização. Essa taxa já ultrapassou a quantidade de vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. O estudo aponta ainda que 9 em cada 10 casos poderiam ser evitados. Os dados impactantes mostram uma realidade que pode ser mudada para isso é preciso quebrar os tabus, falando sobre o assunto, conscientizando e estimulando a prevenção. Manter a questão como um mal silencioso nada ajuda na reversão desse triste cenário.

O suicídio continua sendo camuflado em conversas do dia a dia e ainda é visto como tabu e motivo de vergonha, condenação, sinônimo de loucura ou covardia. Mas não se pode fingir que este assunto não está presente em nossos dias e tentar de alguma maneira poupar filhos, familiares e amigos, pois algum deles pode precisar de ajuda psicológica mas não sabe como pedir auxílio por medo ou vergonha.

Então, podemos concluir que a vida vale a pena, mesmo quando passamos pelos vales da sombra da morte!

Estejamos atentos àqueles que estão à nossa volta e carentes de nossa atenção e carinho.

Que eu e você possamos ser instrumento de cura!

 

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Primeira “Hora do Mamaço” em Itaquiraí MS

Mais um mês especial chegou em sua reta final: Agosto. Um dos doze meses especiais do ano. Sim, todos os meses são especiais, toda semana é memorável, cada dia é singular. Agosto em sua essência nos remete o olhar genuíno à mulher no processo da amamentação, por isso a importância do nome Agosto Dourado.

O Agosto Dourado simboliza a luta pelo incentivo à amamentação – a cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. De acordo com a OMS, cerca de 6 milhões de vidas são salvas anualmente por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de idade.

Durante a Semana Mundial de Aleitamento Materno, celebrada entre os dias 1º e 7 de agosto, através das ações da Secretaria Municipal de Saúde de Itaquirai, com apoio da Coordenadora da Saúde da Mulher Diuqueblea Inês da Silva Ismael e sua equipe de Enfermeiros e Agentes Comunitários de Saúde, “esse mês todo viemos falando da importância do aleitamento materno, com palestras nos postos de saúde”.

A nutricionista Ananda Meneghetti, trouxe a iniciativa apoiando e promovendo ações ao longo do mês para fortalecer a amamentação em diferentes assuntos pautados em Lives Interativas, disponibilizadas nas redes sociais.

Considerado o alimento mais completo para os bebês, o leite materno sacia a fome, contribui para a melhora nutricional, reduz a chance de obesidade, hipertensão e diabetes, diminui os riscos de infecções e alergias, além de provocar um efeito positivo na inteligência e no vínculo entre mãe e bebê.

O leite materno é repleto de anticorpos, fundamentais para a saúde e a resistência do bebê a doenças, por isso é fundamental que a criança o receba como única fonte de alimento até os seis meses.

A importância da amamentação para o pleno desenvolvimento das crianças é tema da campanha Agosto Dourado, e virou Lei Municipal PL 002/201 – Proponente da Lei Vereadora Diu.

Para dar sequência como fechamento em homenagem à este mês, você já ouviu falar da “Hora do Mamaço”?

É uma vitória completar essa jornada e o caminho nem sempre é simples, mas cada segundo vale a pena, já que esse é um presente que vai deixar marcas positivas para sempre na vida do seu filho. Para celebrar esse ato de amor e reforçar sua importância, a “HORA DO MAMAÇO”, realização Saúde da Mulher, apoio da Secretaria Municipal de Saúde, vão realizar o primeiro Mamaço, no dia 11/09, às 09h na Praça Municipal Santos Tomazelli.

Nessa manhã, será realizada várias atividades agradáveis e ao ar livre, e você será recepcionada com um café da manhã e sorteio de alguns brindes.

Vamos nessa? Esse convite é para você que amamenta, que também é uma incentivadora desse momento tão único. Quanto mais gente, melhor, para mostrar que juntas somos mais fortes e que só com uma rede de apoio é possível realizar com tranquilidade esse ato de amor.

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APOJADURA

A apojadura é o período em que começa a transição de colostro para o leite maduro ocorrendo de 3 a 5 dias pós-nascimento e está diretamente ligada à sucção eficaz do bebê ao seio, a saída da placenta e toda mudança hormonal que ocorre nessa fase. Antes desse período o corpo produz o leite chamado colostro, essencial para o bebê e MUITO nutritivo.

Vale lembrar que entrar em trabalho de parto pode facilitar esse processo, e que o parto eletivo (Cesária) pode interferir nesse tempo de descida do leite, então fique de olho e procure ajuda de especialista se precisar.

Como o estômago do recém-nascido é muito pequenininho (tamanho de uma acerola – nos primeiros 5 dias), é comum na apojadura o excesso de produção de leite causar ingurgitamento mamário: as mamas podem ficar mais pesadas, mais cheias podendo apresentar calor ou pontos vermelhos e enrijecidos. Para resolver esse excesso o ideal é massagear os seios em movimentos circulares da aréola para a mama e em seguida o seio ser ofertado em livre demanda para o bebê. Em alguns casos, ainda é preciso fazer uma ordenha de alívio (nada de bombinha!!!) antes do bebê mamar.

É comum a mulher estranhar a textura e a cor do leite durante as primeiras mamadas do recém-nascido. É que esse líquido ainda não é o leite, é o colostro, a primeira das três fases do leite materno.

Antes de se tornar leite maduro, o alimento que a mulher produz para alimentar o filho passa por alguns estágios – todos muito importantes. Aliás, a amamentação é tão importante que dar o peito na primeira hora após o parto, quando o líquido produzido ainda é o colostro, pode reduzir a mortalidade infantil.

 

COLOSTRO

colostro é o leite produzido logo após o nascimento do bebê. Geralmente, é secretado entre os três e cinco primeiros dias e tem consistência mais líquida do que o leite maduro. Além disso, é ligeiramente transparente, semelhante à água de coco, por isso, às vezes é visto erroneamente como se fosse um “leite fraco”.

Na verdade, o colostro contém os mesmos nutrientes que o leite maduro, porém com mais proteínas, mais anticorpos e menos gordura. É considerado a “primeira vacina do recém-nascido”, pois o protege contra uma série de doenças e o alimenta muito bem.

 

LEITE DE TRANSIÇÃO

A maturação do leite ocorre aos poucos. Como o próprio nome diz, o de transição é produzido no período intermediário entre o colostro e o maduro. Sua composição, portanto, se modifica de forma gradual e progressiva. Em geral, esse leite é produzido entre o sexto e o 15º dias após o parto.

O leite de transição é rico em gordura e lactose, enquanto o volume de proteínas e prebióticos diminui (fibras que estimulam o crescimento de bactérias saudáveis no intestino e auxiliam no seu funcionamento). Nessa fase, as mamas ficam mais cheias, firmes e pesadas. Mamadas frequentes do bebê ajudam a aliviar esse ingurgitamento normal.

 

LEITE MADURO

As mamas produzem o leite maduro cerca de duas semanas após o parto. Em seu estágio final e definitivo, o alimento contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento físico e cognitivo do pequeno. Sua composição é um equilíbrio perfeito entre macronutrientes (proteínas, lipídios e carboidratos) e micronutrientes (vitaminas, como a vitamina A e C, e minerais, como ferro, cálcio e zinco), sendo assim suficiente para alimentar exclusivamente o bebê até o sexto mês de idade, não sendo necessário nenhum tipo de complemento.

Curiosamente, a composição do leite humano não é constante. Sua composição pode mudar a cada mamada, principalmente no que diz respeito à proporção de gordura. Às vezes, ele é mais fino e aguado, contendo importantes carboidratos, proteínas e vitaminas. Em outras ocasiões, é mais grosso, cremoso e, portanto, mais gorduroso.

CONFIE NO SEU ORGANISMO, POIS ELE SABE O QUE FAZ. Se tiver dúvidas sobre amamentação ou sobre a eficácia do seu leite, converse com um profissional de saúde. O importante é conhecer a sua individualidade!

 

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Como se preparar para a amamentação

Sabemos que durante a gestação muito se fala sobre a preparação do parto e enxoval do bebê, e pouco se comenta sobre a amamentação. Uma ótima preparação nessa fase é entender o processo da amamentação e o que esperar dessa troca entre mãe e bebê. Segue as nossas dicas:

  1. Leia muito sobre o assunto! Alguns tópicos legais são: apojadura, exterogestação, o choro do recém-nascido, como o leite é produzido, livre demanda, sinais de satisfação do bebê, o risco do uso de bicos artificiais, fissuras mamilares, como identificar uma mamada eficaz, etc.
  2. Programe suas refeições. A alimentação balanceada é muito importante para uma boa produção láctea e geralmente é ela que é negligenciada na correria do dia a dia. Então pesquise receitas fáceis e rápidas de uma panela só ou já prepare marmitas e deixe congelada. Se possível, delegue as tarefas domésticas para o parceiro até a amamentação engrenar.
  3. Saiba o que esperar de um recém-nascido nesses primeiros meses: perda de peso ao sair da maternidade de até 10%, choro (que nem sempre é fome), noites em claro, quantas fraldas de xixi e coco são esperadas nos primeiros 10 dias, etc.

Quanto mais preparada para essa jornada a família estiver, maiores são as chances de sucesso!

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Carta para a mãe que não amamentou como sonhou

Assim como todos os meses tem em sua essência algo de especial, esse trás em sua importância o olhar para o Aleitamento Materno. Esse é um mês voltado para várias atividades que visualizam a figura da mulher no “gestar – gerar vida e vínculo mamãe e bebê”. Vemos nas redes sociais muitas Campanhas, mas eu quero começar aqui com uma carta falando com você mamãe que não conseguiu amamentar seu filho, e por isso trás em seu coração muitas dores, sentimentos de não merecimento ou até de questionamento pelo o que está acontecendo com seu corpo.

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Querida mamãe, hoje eu quis escrever essa carta para você. Hoje amanheci pensando em você e em todas as mulheres que não conseguiram realizar a amamentação que sonhavam. Eu sinto muito por esse sonho não ter se realizado e respeito a sua dor.

Não estava nos planos oferecer fórmula, mamadeira e chupeta… Nas campanhas de aleitamento, as imagens das famosas não sinalizavam as dores, as feridas físicas e emocionais, a possibilidade de uma baixa produção de leite, do uso da sonda, do medo do desmame precoce, os pesadelos com a possibilidade de não conseguir amamentar. Ninguém te preparou pra viver uma história que foge à tão almejada amamentação exclusiva por 06 meses.

Mas gostaria de, com essa carta, te lembrar: o melhor alimento pro seu bebê é o amor. SE O SEU SEIO NÃO ESTÁ CHEIO DE LEITE, SEU CORAÇÃO ESTÁ CHEIO DE AMOR. Esse amor transcende todas essas dificuldades que vocês enfrentam, não tenha dúvida.

Também não tenha dúvida de que não amamentar exclusivamente anula o leite materno que está sendo ou foi oferecido, não importa a quantidade. Cada gota conta pra saúde do bebê tem sua eficácia.

Espero que você possa reconhecer em você toda a sua força. Acredite que sua capacidade de MATERNAR independe da quantidade de leite produzido.

Espero que você não use a régua que mede o outro pra medir a sua vida. Cada história é única, cheinha de particularidades. Nenhuma história de amamentação se repete. Não é justo olhar uma outra história e querer comparar à sua.

Espero que entenda que amamentar é UMA das formas de se vincular ao bebê. Mas não é a única. Pense aí nas pessoas com quem você tem um vínculo profundo e que não te amamentaram um dia sequer.

Espero que um dia você possa ressignificar (se perdoar, dar novo sentido) todas as dores e dificuldades encontradas, como as ferramentas que te moldaram para chegar mais fortalecida no dia de hoje. E que você não se limite nem por um segundo a dar ou receber o amor do seu filho.

Que se ache merecedora de cada segundo de afeto que você dá e recebe. E lembre-se: maior legado que você pode deixar pro seu bebê é o que só você pode oferecer: AMOR DE MÃE!

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