Vida de jovem vira “inferno” após ter conta hackeada e usada em golpes

Com pouco mais de 2,5 mil seguidores, a campo-grandense Lidiane Ricci, de 27 anos, passou a ter cerca de 10 mil depois que sua conta na rede social Instagram foi hackeada. Ela estava de férias em Pernambuco quando foi acessar a página e viu que não tinha mais como movimentá-la.

De lá para cá, a rotina tornou-se um “inferno”, como ela mesmo disse. Amigos começaram a receber mensagens estranhas em que ela pedia dinheiro e em troca, mandaria nudes. “Lá no passeio (nas férias) começaram a me perguntar se estava tudo bem, o que estava acontecendo. Não consegui nem aproveitar o descanso”, lamentou.

Mas mesmo depois da invasão, em 29 de dezembro, ela continua tendo problemas, principalmente porque seus contatos pessoais continuam na conta, que agora também é usada para aplicação de golpes que envolvem criptomoedas. “As pessoas entram em contato me xingando”, relata.

Até mesmo o nome da antiga conta mudou e agora usa as mesmas fotos e dados, mas nomeada como Adriana Prates. “Já entraram em contato comigo dizendo que iam derrubar o Instagram da minha chefe”, conta.

Segundo Lidiane, até mesmo sua credibilidade é posta em cheque num caso como esse, já que entre as muitas atividades que ela mantinha na página, havia a ajuda a instituições que cuidam de cães e gatos.

A jovem diz que não sabe como pode ter ocorrido a invasão e que mesmo sua conta sendo pública, ela nunca abriu links estranhos, não respondeu nenhuma mensagem diferente e nem recebeu nenhum código para acesso, como costumeiramente ocorre em golpes por outra rede, o WhatsApp.

“Fiz boletim de ocorrência ainda em Porto de Galinhas, mas não consegui resolver nada ainda. Na polícia daqui disseram que tenho que esperar eles encaminharem o caso pra cá e pelo Instagram, dizem que não podem remover a conta porque ela não vai contras diretrizes”, reclama.

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