Sicredi
Otica Visao
LSJ
Du Campo

Laboratórios veterinários devem começar a produzir vacinas contra covid-19

Avançaram na negociação para começar a produzir vacinas contra a covid-19

Por Paulo Henrique em 17/04/2021 às 09:10:40

Laboratórios veterin√°rios avan√ßaram na negocia√ß√£o para come√ßar a produzir vacinas contra a covid-19 nos próximos meses. A articula√ß√£o envolve as empresas, o Senado e recebeu aval do presidente Jair Bolsonaro nesta semana. Em reuni√£o com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nesta sexta-feira, 16, técnicos da Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa) e dos ministérios da Saúde e Agricultura também sinalizaram apoio à iniciativa.


O Senado deve votar na próxima semana um projeto autorizando que as plantas industriais destinadas à fabrica√ß√£o de produtos de uso veterin√°rio sejam utilizadas na produ√ß√£o de vacinas contra a covid-19 no Brasil. De acordo com a proposta, a Anvisa dar√° prioridade para os pedidos de autoriza√ß√£o dos laboratórios do agronegócio e também vai priorizar a an√°lise do licenciamento das vacinas que forem desenvolvidas por essas empresas.


Ao Estad√£o/Broadcast Político, a Anvisa confirmou a viabilidade para produ√ß√£o de vacinas contra a covid-19 em laboratórios veterin√°rios no Brasil, mas ponderou que o desenvolvimento precisa atender condi√ß√Ķes sanit√°rias. Os técnicos ainda avaliam o conteúdo do projeto do Senado. "Entendemos que h√° viabilidade, desde que atendida as condi√ß√Ķes sanit√°rias estabelecidas pela Anvisa", afirmou a ag√™ncia. O órg√£o disse que participa de conversas com laboratórios do agronegócio, senadores e Ministério da Agricultura sobre a iniciativa.


Em conversa na última ter√ßa-feira, 13, com o senador Wellington Fagundes (PL-MT), autor do projeto e relator da comiss√£o de acompanhamento da covid-19 no Senado, no Pal√°cio do Planalto, Bolsonaro prometeu que ia pedir agilidade no Ministério da Saúde para a discuss√£o. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, j√° havia recebido a demanda de Fagundes e Pacheco no último s√°bado, 10. Na quinta-feira, 15, o presidente da Anvisa, Antonio Barra, conversou com a ministra da Agricultura Tereza Cristina, entusiasta da ideia. "Temos uma alternativa robusta, que pode tirar o Brasil do epicentro da covid-19 para a condi√ß√£o de ser um dos maiores exportadores de vacina em todo mundo", afirmou Fagundes após a reuni√£o nesta sexta.


Somente nesta sexta-feira, 16, a Anvisa participou de quatro reuni√Ķes com empresas fabricantes de vacina animal e ainda deve realizar uma inspe√ß√£o nas plantas fabris. De acordo com a ag√™ncia, ser√° necess√°rio avaliar se a demanda das empresas atende às condi√ß√Ķes de boas pr√°ticas de fabrica√ß√£o do insumo farmac√™utico ativo biológico para uso humano para só ent√£o conceder as autoriza√ß√Ķes. Cabe à Anvisa dar aval para a fabrica√ß√£o, verificando se as companhias cumprem os requisitos sanit√°rios. N√£o h√° um prazo para essas autoriza√ß√Ķes. Em alguns casos, os técnicos podem exigir adapta√ß√Ķes na f√°brica para a produ√ß√£o do imunizante humano.


Com a estrutura pronta para a produ√ß√£o de imunizantes contra a febre aftosa, por exemplo, os laboratórios e defensores do projeto argumentam que é possível desenvolver as doses contra o coronavírus para uso humano. Além disso, as empresas também afirmam que é possível produzir o Ingrediente Farmac√™utico Ativo (IFA), insumo para a vacina, hoje o principal gargalo na demanda mundial. Para isso, porém, precisam fechar contratos de transfer√™ncia tecnológica com produtores internacionais. Pelo menos tr√™s laboratórios est√£o envolvidos na negocia√ß√£o: Merck Sharp & Dohme, Ceva Brasi e Ouro Fino. As empresas tentam um acordo, por exemplo, com o laboratório chin√™s Sinovac, que produz a vacina do Butantan.

Fonte: Midiamax

Comunicar erro
Criativa

Coment√°rios