Maior presídio de MS tinha ‘paiol’ com armas, munições e até granada em cela com 24 presos

Uma operação realizada pelo Comando de Operações Penitenciárias (Cope) na Penitenciária Estadual de Dourados (PED) encontrou, em uma cela com 24 presos, um buraco de três metros de profundidade. No esconderijo, uma espécie de paiol clandestino, onde havia duas armas, carregadores, 187 munições, spray de pimenta e até uma granada.

O G1 apurou que todo material foi encontrado durante revista nas celas específicas, que abrigava presos de uma facção criminosa rival à outro grupo ilegal que age dentro do presídio, e tem, por assim dizer, o comando da unidade prisional. A PED é a maior prisão em Mato Grosso do Sul, com mais de 2,5 mil internos.

Foram encontradas no buraco duas pistolas, três carregadores, um frasco de spray de pimenta e 187 munições, além da granada artesanal.

A suspeita é de que todo o arsenal seria usado na guerra entre as facções. A 2ª Delegacia de Polícia Civil em Dourados vai investigar agora o episódio.

Com base nas informações dos serviços de inteligência, a direção da Agência Penitenciária (Agepen), determinou a imediata instauração de procedimento administrativo para apurar os fatos e os meios utilizados para a inserção das armas na penitenciária, “de forma a punir, nos rigores das leis, todos os responsáveis”, complementou a agência na nota.

Além do inquérito, a “Agepen informa que constantemente são realizadas varreduras em todas as unidades prisionais do estado, pelo Cope, com apoio da Polícia Militar, por meio dos seus grupos de elite, como Bope e Choque e que, as varreduras serão intensificadas a partir de agora, com o objetivo de coibir todo e qualquer ilícito nos presídios de Mato Grosso do Sul”.

Detonação

 

Equipe do Batalhão de Operações Especializadas (Bope) foi acionada e saiu de Campo Grande para Dourados no início da manhã de hoje para explodir a granada, procedimento padrão em episódios do tipo.

A Agência Estadual Penitenciária (Agepen) não confirma o conflito entre facções. Em nota, o órgão informou que a operação ocorreu de “forma sistematizada, dentro de um cronograma de ações propostas”.

O Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul (Sinsap) informou que acompanha a situação. O presidente, André Luiz Santiago, informou que estava indo a Dourados para verificar a situação de perto. Disse que, se confirmadas as informações já recebidas, é uma situação grave, que exige investigação aprofundada.

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