Como passar pelo sofrimento e voltar mais forte – uma mudança de perspectiva

É possível que nossas tragédias e mágoas na nossa vida nos impulsionem a nos recuperarmos? Poderíamos finalmente voltar em melhor forma do que éramos antes de sermos derrubados no chão? Absolutamente! Você também pode se recuperar. Eu sei que pode, porque conheço o Deus que pode te levar à RESILIÊNCIA!

O Senhor nos concede a capacidade de retornarmos ao nosso equilíbrio emocional, mesmo após sofrermos grandes pressões ou estresse. Conseguiremos lidar com todas as situações estressantes sem perder o EQUILÍBRIO, e se por acaso o perdermos em algum momento, logo o teremos de volta.

Falando de uma maneira bem simples, quanto mais resilientes nós formos, mais fortemente estaremos preparados para lidar com as adversidades da vida.

 

Resiliência: é a capacidade de manter-se firme diante das lutas. É ser capaz de enfrentar a adversidade e sair mais forte. Mas isso não quer dizer que você não vai se abalar, mas que mesmo ferido você não vai desistir.

 

Existem pessoas caracterizadas pela sua grande capacidade de resistência. Elas sabem que é impossível estar imune ao sofrimento e entendem que as tempestades que escurecem sua vida cotidiana também são oportunidades a serem afirmadas. Armam-se, portanto, com coragem e vão em frente.

A RESILIÊNCIA DE MARIA, A MÃE DE JESUS

Maria, a mãe de Jesus é um grandioso exemplo de resiliência.

Maria era ainda jovem, quando recebeu o anjo Gabriel lhe perguntando se ela aceitaria ser a mãe do Salvador. Mesmo sem saber como se daria todo o processo, Maria aceitou. Desde aquele momento, até o final de sua vida, Maria sofreu dores que não conseguimos sequer imaginar.

Ela sofreu a dor de separar-se jovem de sua família, morar em uma terra distante, fugir pelo deserto com seu esposo e filho… Como se não bastasse toda uma vida marcada por provações, Maria viu seu filho ser crucificado. Podem imaginar tamanha dor?

Maria foi resiliente em cada período de sua vida. Ela jamais desistiu de cumprir os propósitos e planos do Pai Celestial. Ela seguiu firme pela causa de Cristo.

A RESILIÊNCIA DE PAULO

“E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales.”

 (Atos 18:9).

Paulo definitivamente foi chamado para sofrer pelo Evangelho de Cristo.

Em II Coríntios 11:25-27 lemos o quanto ele sofreu.

“Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo.

Em viagens, muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos.

Em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez.”

Em sua segunda viagem missionária Deus lhe deu essa palavra de ânimo (em Atos 18:9), pois ainda havia muito a ser feito. E muito ele ainda sofreu após essa injeção de ânimo.

Paulo passou sede, fome, frio e nudez, mas venceu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé.  Como podemos ler em II Timóteo 4:7. Apesar de todo o sofrimento enfrentado por Paulo sua fé estava intacta.

Paulo foi resiliente e não deixou que nada o abalasse. Ao fim de tudo permanecia firme em sua fé.

A RESILIÊNCIA DE JEREMIAS (conhecido como o profeta chorão)

“Não temas diante deles, porque estou contigo para te livrar, diz o Senhor.” (Jeremias 1:8)

Jeremias nasceu na cidade de Anatote no território de Benjamim, em aproximadamente 650 a.C., no período final do reinado do rei Manassés de Judá. Anatote era um vilarejo sacerdotal que ficava aproximadamente a três quilômetros de distância de Jerusalém (Js 21:17-18; Jr 11:21-23).

Quando o rei Manassés morreu, provavelmente Jeremias tinha cerca de 10 anos de idade. Amom, o filho de Manassés, governou por 2 anos entre 642 e 640 a.C. (2Rs 21:19-26).

Depois, quem assumiu o trono foi o jovem Josias, que governou entre 640 e 609 a.C. Jeremias foi chamado pelo Senhor como profeta no décimo terceiro ano de reinado de Josias, em 627 a.C. Na descrição de sua convocação, podemos perceber a forma soberana com que Deus o chamou:

“Antes que te formasse no ventre, te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei, e às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1:5)

A resposta de Jeremias diante do chamado de Deus foi a de que ele era incapaz para desempenhar tal tarefa, pois não passava de um menino. Além de pouca idade, o jovem foi chamado em um período de profunda desobediência e idolatria de Judá. Ele não era covarde, mas temeu porque sua missão era muito árdua.

Sofreu muito e viveu só, pois chamou o povo ao arrependimento para evitar o juízo de Deus, mas o povo não lhe deu ouvidos. O povo deveria se render diante do inimigo se quisesse se manter vivo.

Por causa do seu chamado foi preso e teve sua vida sob ameaça várias vezes, pois o que ele profetizava ia contra os líderes da época.

Jeremias temeu, mas não perdeu sua fé e confiança em Deus. Jeremias não deixou que nada, nem ninguém o separassem de Deus.

A RESILIÊNCIA DE EZEQUIEL

“Filho do homem, eis que tirarei de ti o desejo dos teus olhos de um golpe, mas não lamentarás, nem chorarás, nem te correrão as lágrimas.” (Ezequiel 24:16).

Deus avisou para Ezequiel que iria levar a sua amada esposa, mas o proibiu de lamentar a sua perda. Ele não poderia tirar um período para o luto.

Mas isso não significa que não podemos sentir a perda de um ente querido.

Deus queria usar a conduta do profeta como a ilustração de uma profecia que Ele queria passar para o povo.

O mundo está olhando como nos comportamos diante das lutas e às vezes passamos por determinadas circunstâncias para que as obras de Deus sejam conhecidas.

Ser profeta de Deus não é algo fácil!  E não foi nem um pouco fácil também para o profeta Ezequiel.

Nós precisamos de resiliência para obedecer a Deus mesmo diante da dor da morte daqueles a quem amamos.

O que podemos tirar de conclusão:

– Elas sabem como se adaptar às mudanças

Pessoas resilientes são como juncos: elas são flexíveis quando o vento bate forte nelas. Elas sabem que ir contra as circunstâncias fará com que percam sua energia e preferem manter a mente aberta diante de diferentes opiniões e situações.

Elas giram em torno de seus pontos fortes.

Elas usam seu desejo de lutar, sua motivação, suas habilidades e seu esforço como um motor para seguir em frente. Mas acima de tudo elas se respeitam e cuidam de si mesmas, porque sabem que o conhecimento mútuo é o passo fundamental para crescer e construir relacionamentos saudáveis com os outros.

– Elas sabem que é necessário aceitar seguir em frente

Pessoas resilientes sabem que aceitar é sinônimo de progresso e mudança. Porque somente quando aceitamos o que acontece conosco podemos começar a trabalhar para melhorar.

Pessoas resilientes sabem que aceitar significa entender, encarar e não desistir.

– Elas acreditam que ninguém é imune ao sofrimento

Ser resiliente não significa não ter feridas, significa que, apesar de sua presença na alma, a situação adversa tem sido um tanto instrutiva. A pessoa resiliente é capaz de aceitar a dor e, em vez de se sentir oprimida por ela, opta por aprender.

As histórias são diferentes entre si. No entanto, o aprendizado que delas tiramos é de que não importa o que venha a acontecer, podemos decidir permanecer firmes em nossa fé.

Ou seja, após receber essa palavra de Deus ele agiu, ele se dispôs a suportar a pressão. E você? Qual tem sido a sua decisão?

Decisão: Ser Resiliente em toda e qualquer situação!

Temos um Deus que nos conhece e que não permite que passemos por dificuldades ou tentações que não possamos suportar. Assim sendo, por mais que o vento sopre, mesmo quando parecemos estar perto de quebrar, devemos continuar firmes!

Paulo diz que o Espírito de Deus que habita em nós, vasos de barro que somos, nos torna poderosos em Deus para resistir, não desanimar, e ainda produzir em nós uma glória eterna: Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. (II Coríntios 4.7-9,16-18).

 

 

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