Bolsonaro publica foto assistindo jogo do Brasil no SBT; políticos reagem

Oposição afirma que realização do torneio é desrespeito às vítimas da covid-19

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou na noite deste domingo (13.jun.2021) uma foto nas redes sociais assistindo o jogo do Brasil contra a Venezuela no SBT. A partida terminou 3 a 0 para o Brasil. Faz parte da Copa América, que deixou de ser realizada na Colômbia e Argentina por causa da pandemia.

Bolsonaro foi o responsável em trazer o competição para o Brasil. Foi muito criticado, principalmente por jornalistas esportivos da Rede Globo, que não tem o direito de transmissão.

O presidente disse que a houvelobby” contrário da Globo porque o SBT, concorrente, transmite os jogos. O caso foi parar no STF (Supremo Tribunal Federal), que decidiu pela manutenção da Copa América no Brasil.

Em provocação, Bolsonaro publicou uma foto nas redes sociais com a camisa do Brusque, time de Santa Catarina, patrocinado pela Havan. Aponta para o símbolo do SBT. “Bom domingo a todos.“, escreveu.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) fez propaganda para a emissora. Disse que baixou o aplicativo do SBT para assistir o jogo de graça.

Políticos da oposição criticaram a realização do campeonato. Guilherme Boulos, do PSOL, disse que é a Copa América “mais vergonhosa da história“. “Independente dos resultados do futebol, o Brasil é o grande derrotado“, afirmou.

 

 

A deputada federal Marília Arraes (PT-PE) disse que, enquanto Bolsonaro comemora, “o povo morre de fome e por falta de vacina“.

O deputado federal Ivan Valente (PSol-SP) afirmou que a realização do campeonato é uma “ofensa” aos quase 500 mil mortos pela covid-19.

O senador Fernando Collor (Pros-AL) comemora a jogada do Neymar. 

No lado governista, o ministro Fábio Faria (Comunicações) posta foto assistindo o jogo.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) replica a foto do Bolsonaro: “O pai tá ON!”.

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Fux convoca sessão virtual do STF para decidir sobre suspensão de despejos

ai durar 48h, entre 5ª e 6ª feira

No formato, ministros não debatem

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, decidiu nesta 2ª feira (7.jun.2021) convocar uma sessão virtual extraordinária do plenário da Corte para decidir sobre a suspensão, por 6 meses, do despejo de moradores de áreas coletivas ocupadas antes do início da pandemia.

A sessão foi convocada para começar à 0h de 5ª feira (10.jun), e vai durar 48h, até às 13h59 de 6ª feira (11.jun). Eis a íntegra do despacho (124 KB).

Nas sessões do plenário virtual não há debate, e os ministros depositam seus votos no sistema da Corte. Esta é a 2ª vez que o STF realiza uma sessão virtual extraordinária. Em maio, a Corte julgou um pedido de suspensão do concurso da PF (Polícia Federal) neste formato.

A convocação do julgamento foi um pedido do ministro Roberto Barroso, relator da ação. Na 5ª feira (3.jun), o ministro decidiu suspender os despejos. Atendeu parcialmente pedido apresentado pelo Psol. A data para a vigência da determinação é 20 de março de 2020, quando foi declarado estado de calamidade pública por causa da disseminação da covid-19.

Barroso pediu que o plenário pudesse se manifestar a respeito do tema “com a maior brevidade possível”. O ministro citou a urgência e relevância do caso. Antes abertura da sessão, em 10 de junho, os advogados poderão fazer as sustentações orais de forma virtual na 3ª e 4ª feira (8.jun e 9.jun).

Segundo o ministro, a medida tem o objetivo de “evitar que remoções e desocupações coletivas violem os direitos à moradia, à vida e à saúde das populações envolvidas”. Para ele, este não é o momento para se executar ordens de despejo, e será preciso esperar o arrefecimento da crise sanitária.

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TCU contraria Bolsonaro e nega questionar 50% das mortes por covid

Presidente cita relatório

Seria divulgado nesta 2ª

Em nota, tribunal contesta

 

O TCU (Tribunal de Contas da União) disse nesta 2ª feira (7.jun.2021) que é falsa afirmação do presidente Jair Bolsonaro. Horas antes, ele atribuiu a suposto relatório do tribunal informação que “em torno de 50% dos óbitos de 2020 por covid não foram por covid”.

 

Em nota, o tribunal nega a existência de qualquer conclusão nesse sentido: “O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje”.

 

De acordo com Bolsonaro, o documento “não é conclusivo”, teria sido finalizado “há uns dias” e seria divulgado pelo Planalto na tarde desta 2ª feira (7.jun). O Poder360 questionou a secretaria de comunicação da presidência sobre a nota do TCU, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

 

Não é a 1ª vez que o presidente contesta a causa das mortes por covid-19. Bolsonaro afirma que há superdimensionamento nos números divulgados diariamente pelos órgãos oficiais dos Estados.

 

“Nós vimos no ano passado muitos vídeos mostrando parentes que diziam que não era morte por covid”, declarou.

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Tite e jogadores viram “comunistas” em memes sobre boicote à Copa América

Possibilidade é cogitada pelo elenco

Aliados do governo criticam atitude

Desde a confirmação da realização da Copa América 2021 no Brasil, endossada pelo presidente Jair Bolsonaro, o clima nos bastidores da seleção brasileira não é bom. Dirigentes insistem em garantir que o torneio acontecerá, enquanto atletas e o técnico Tite conversam sobre a possibilidade de não atuar na competição.

O embate virou meme nas redes sociais. Para apoiadores do governo federal, o técnico da seleção virou “militante” e está “politizando” o evento.

Na 6ª feira (4.jun.2021), aliados já tinham pressionado pela saída de Tite ao divulgarem imagens dele com o ex-presidente Lula (PT).

Já outros escreveram que a seleção “entrou na lista de comunistas”. Foram criadas até montagens com as imagens dos atletas com os nomes misturados aos de personalidades da extinta União Soviética, como León Trótski e Josef Stalin.

Veja alguns dos memes compartilhados:

 

 

Mais memes

Quando a Conmebol confirmou o Brasil como sede da Copa América 2021, a mudança ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Abusando de memes, usuários afirmaram que os mascotes serão o “covidinho” e o “cloroquito”, nome que faz referência ao medicamento cloroquina. Alguns ainda intitularam o torneio de “Cepa América” e “Cova América”.

Abusando de memes, usuários afirmaram que os mascotes serão o “covidinho” e o “cloroquito”, nome que faz referência ao medicamento cloroquina. Alguns ainda intitularam o torneio de “Cepa América” e “Cova América”.

 

 

 

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Aziz deixa microfone ligado e áudio com críticas a senador vaza durante CPI

Marcos do Val participava por vídeo

“Merda dessa”, disse Aziz

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, Omar Aziz (PSD – AM), criticou nesta 4ª feira (2.jun.2021) o senador Marcos do Val (Podemos – ES) durante a fala do capixaba na comissão. Na ocasião, Aziz deixou o microfone ligado e o áudio com as críticas acabou vazando.

“Depois de horas da mulher (Luana Araújo) falando, um cabra desse vem falar uma merda dessa”, disse Omar Aziz.

Na ocasião, Marcos do Val participava via chamada de vídeo e afirmava que a questão sobre a efetividade do tratamento precoce não deveria mais ser a pauta nem motivo de discussão entre os médicos. Ele ainda relatava a experiência dele com métodos sem comprovação científica para o tratamento da covid-19, como o uso de cloroquina.

“Eu só queria que vocês médicos pudessem estar unidos, porque nós temos um problema grande no Brasil. E ver médicos se digladiando um entre o outro que tratamento precoce resolve e o outro que não, a gente tem que discutir é que, pronto, isso já passou, agora é a vacina”, falou o filiado do Podemos.

Durante a participação, o comentário de Omar Aziz vazou. Marcos do Val ainda disse que estavam interrompendo a fala dele e pediu para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que presidia a sessão no momento, resolver a situação.

Pouco antes, o senador do Espírito Santo havia chamado Luana Araújo de “dona da verdade” e a acusou de “canibalismo” pelas críticas feitas a outros médicos que acreditam no tratamento precoce. Durante todo o depoimento, ela se posicionou contrária ao uso desses medicamentos e disse ver uma “falta de informação” por parte dos médicos que ainda insistem em defender e prescrever métodos sem comprovação científica.

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Advocacia do Senado defende convocação de governadores na CPI da Covid

Manifestação à ministra Rosa Weber

Não afronta autonomia dos Estados

A Advocacia do Senado defendeu nesta 5ª feira (3.jun.2021) perante o STF (Supremo Tribunal Federal) a convocação de 9 governadores para depor na CPI da Covid. Em manifestação enviada à ministra Rosa Weber, a Casa nega irregularidades e diz que não afronta a autonomia dos Estados. Eis a íntegra do parecer (283 KB).

Rosa pediu explicações à comissão após governadores de 18 Estados e do Distrito Federal protocolarem ação pedindo que as convocações fossem suspensas. Eles afirmam que a medida viola a separação dos poderes.

Segundo o Senado, a convocação tem por objetivo “esclarecer como se operou na prática o modelo de aplicação de recursos federais” disponibilizados pela União.

“A convocação também deve ser compreendida à luz do princípio republicano, no sentido de que nenhuma autoridade pública pode se escusar de prestar contas ou de colaborar com a apuração de fatos de relevante interesse público“, afirmou a Advocacia do Senado.

A Casa negou que o comparecimento de governadores na CPI seja uma forma de subordinação do Executivo ao Legislativo: “Se fosse assim, nenhum Senador da República poderia mais ser intimado, por órgãos estaduais, a colaborar com os trabalhos de investigação que correm perante Tribunais de Contas Estaduais, Controladorias de Estados e Municípios, além de órgãos dos Ministérios Públicos ou Judiciário Estaduais“.

 

 

O Senado defende que Rosa Weber negue liminar para suspender os depoimentos e rejeite a ação dos governadores. A ministra pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) antes de tomar uma decisão.

As primeiras convocações foram aprovadas na última 5ª feira (27.mai) e miram governadores de Estados em que houve operações da PF (Polícia Federal) para investigar mau uso do dinheiro destinado ao combate à pandemia.

Eis a lista dos 9 governadores convocados:

  • Ibaneis Rocha, do Distrito Federal;
  • Wilson Lima, do Amazonas;
  • Waldez Góes, do Amapá;
  • Helder Barbalho, do Pará;
  • Marcos Rocha, de Rondônia;
  • Antônio Denarium, de Roraima;
  • Carlos Moisés, de Santa Catarina;
  • Mauro Carlesse, de Tocantins;
  • Wellington Dias, do Piauí.

O requerimento para convocar o atual governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PSC), foi retirado. A comissão entendeu que as investigações miraram a gestão anterior, de Wilson Witzel (PSC).

Outro requerimento contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), também foi retirado. O pedido foi revisto porque Leite não é alvo de investigações relacionadas à pandemia.

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Receita Federal confirma visita de secretário do Fisco a Flávio Bolsonaro

Encontro solicitado pelo senador

Advogada caso Queiroz participou

A Receita Federal informou à Câmara dos Deputados que o secretário especial do Fisco, José Barroso Tostes Neto, participou de uma reunião na casa do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). O encontro foi solicitado pelo congressista e contou com a participação da advogada Luciana Pires, que defende Flávio no caso Queiroz.

A informação consta em resposta da Receita a requerimento feito pela deputada Natália Bonavides (PT-RN), que questionou o Fisco sobre as reuniões de Tostes Neto com a defesa de Flávio. Eis a íntegra (3 MB).

Em 2020, o senador suspeitou de consultas irregulares da Receita aos seus dados pessoais e pediu apuração para o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e a Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Essa é uma das estratégias da defesa para sepultar as investigações do Caso Queiroz. Mas, de acordo com seus advogados, a solicitação foi negada.

 

 

À Câmara, a Receita confirmou que Tostes Neto se reuniu 3 vezes com o senador: em 26 de agosto, 4 de setembro e 17 de setembro de 2020. Este último encontro teria sido na residência do filho do presidente a pedido do congressista.

As pautas das reuniões dizem respeito à situação fiscal de pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao senador Flávio Nantes Bolsonaro, na condição de sujeito passivo de obrigação tributária, bem como a notícias sobre suposta atuação irregular de servidores da Receita Federal no exercício de suas atividades funcionais“, informa a Receita.

Reportagem publicada na Folha de S.Paulo nesta 4ª feira (2.jun) afirma que a Receita Federal rastreou as investigações fiscais feitas contra o presidente Jair Bolsonaro e integrantes de sua família, incluindo Flávio, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

De acordo com o jornal, as investigações começaram depois de um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro ao Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), em setembro do ano passado. Essa apuração custou R$ 490,5 mil à Receita Federal.

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Exército decide não punir Pazuello por ir a manifestação com Bolsonaro

Comandante acolhe argumentos do general

Arquiva procedimento administrativo

O Exército informou que não vai punir o ex-ministro da Saúde e general da ativa, Eduardo Pazuello, pela participação em um ato ao lado do presidente Jair Bolsonaro em 23.mai.2021. Na ocasião, o oficial subiu em um carro de som com o chefe do Planalto e outros aliados depois de um passeio de moto no Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com nota à imprensa, o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, analisou e “acolheu” os argumentos que Pazuello apresentou por escrito e defendeu oralmente no processo disciplinar.

Apenas dois dias antes da primeira e única manifestação oficial do Exército sobre a participação do ex-ministro no ato, na última 2ª feira (1.jun), Bolsonaro o nomeou para o cargo de secretário de Estudos Estratégicos, uma das secretarias da SAE (Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos). Antes, o presidente já havia proibido o Exército e o Ministério da Defesa de emitirem uma nota sobre a conduta de Pazuello em 23.mai.

O regulamento disciplinar prevê punição para o militar da ativa que “manifestar-se publicamente […] sem que esteja autorizado a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. No ato com Bolsonaro, o ex-ministro falou rapidamente ao microfone: “Parabéns a vocês, parabéns à galera que está aí prestigiando o PR [presidente da República]. Tamo junto (sic).

Também elenca como transgressão “deixar de punir o subordinado que cometer transgressão, salvo na ocorrência das circunstâncias de justificação” previstas no documento. Eis a íntegra (346 KB).

Segundo o portal G1, o general havia relatado ao superior ter convicção de que não infringiu nenhuma norma do RDE (Regulamento Disciplinar do Exército), alegando que o passeio de moto com Bolsonaro não era um evento político-partidário. Afirmou ainda que o Brasil não está em período eleitoral e o presidente não é filiado a partido político.

Há justificativas que atenuam ou dispensam a punição, como quando a transgressão for cometida “em obediência a ordem superior” ou “por ignorância, plenamente comprovada, desde que não atente contra os sentimentos normais de patriotismo, humanidade e probidade“.

O Exército informou, ainda, que o procedimento administrativo que havia sido instaurado contra Pazuello foi arquivado.

 

 

Na semana passada, o vice-presidente Hamilton Mourão, que é general da reserva, havia defendido que a regra fosse aplicada ao ex-ministro da Saúde para “evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças Armadas.

Leia a íntegra da nota do Exército:

Acerca da participação do General de Divisão EDUARDO PAZUELLO em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general.

Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General PAZUELLO.

Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado.

Brasília-DF, 3 de junho de 2021

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO

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